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Técnica Revolucionária de Transplante Pode Ajudar Pacientes Brasileiros que Necessitam de um Novo Rim
Médicos do hospital Johns Hopkins, nos Estados Unidos, relataram um taxa extremamente alta de transplantes de rim bem sucedidos entre pacientes normalmente considerados não elegíveis para a cirurgia.
Muitos pacientes com necessidade de transplante de rim são sensibilizados para proteínas e anticorpos do sistema imune devido a transplantes anteriores, transfusões de sangue ou gravidez. A equipe do Hopkins utilizou um processo de filtragem do sangue chamado plasmaferese, em conjunto com um medicamento que suprime os anticorpos do sistema imune para impedir que esses pacientes produzam anticorpos que atacam os órgãos transplantados e causam sua rejeição.
“Estas são notícias excelentes para nossos pacientes brasileiros” – explica Beatriz Kohler, enfermeira brasileira responsável pela coordenação da administração médica de pacientes que vêm do Brasil. “Nossa equipe de coordenadores de pacientes está auxiliando os cidadãos brasileiros quanto à qualificação para este procedimento, além de cuidarem de todos os detalhes relacionados à viagem aos Estados Unidos. Isso inclui estimativas de custos, traduções e acomodação”.
Após o novo tratamento, a maioria dos 34 pacientes tratados no Hopkins desde 1997 parou de produzir anticorpos contra os antígenos HLA dos doadores, alvos da rejeição, além de manterem esse status por uma média de 13 meses pós-transplante. A maior parte das rejeições ocorre durante os três primeiros meses após a cirurgia.
“Atuo nessa área há mais de 30 anos e nunca vi nada parecido com esses resultados” – diz Andrea A. Zachary, Ph.D, uma das autoras do estudo de anticorpos e professora associada de medicina na universidade Johns Hopkins. “Se pudermos interromper permanentemente a produção de anticorpos contra o órgão do doador, é provável que os órgãos doados tenham uma melhor sobrevida em longo prazo, assim como os pacientes”.

O Dr. Robert A. Montgomery e sua equipe discutem os resultados da nova técnica.
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Robert A. Montgomery, M.D., PhD, autor principal do estudo explica: “Com essa inovação, posso dizer a qualquer paciente que possua um doador vivo e seja clinicamente elegível que ele pode passar pelo transplante com uma alta probabilidade de sucesso. Este procedimento tem o potencial de aumentar de 1/3 a 1/2 o número de transplantes com doadores vivos. |
Os pesquisadores acompanharam 34 pacientes transplantados que haviam desenvolvido anticorpos contra os antígenos HLA dos doadores. Vinte e dois pacientes estavam passando pelo primeiro transplante e 12 estavam repetindo o procedimento. Dez dos rins utilizados eram de doadores cadáveres, 14 de parentes vivos compatíveis e 10 de outros doadores vivos compatíveis.
Ao final dos tratamentos de filtragem do sangue e medicação, 27 dos 34 pacientes (79%) perderam os anticorpos contra os órgãos dos doadores e 15 entre 30 pacientes (50%) que possuíam anticorpos contra outros antígenos HLA pararam de produzi-los. Entre os 26 pacientes avaliados durante um período aproximado de 13 meses após o tratamento, 24 (92%) não apresentaram anticorpos contra seus doadores, enquanto 22 pacientes pararam de produzir anticorpos contra outros antígenos HLA ou vírus. Somente um paciente morreu durante o tratamento.
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